Histórico Europeu
Os europeus, preocupados com os graves problemas ambientais e com a
qualidade de vida nas cidades devido ao uso desordenado dos automóveis,
assumiram a proposta idealizada e realizada pela França, inicialmente
na cidade de La Rochelle, em 1997. Em 1998 houve a adesão nacional,
além do apoio da Itália, o que motivou a Comissária
Européia para o Meio Ambiente, em 2000, a submeter a proposta
a outros países europeus e à Comissão Européia.
Naquele ano (1998) foram 35 cidades francesas, já em 1999, 186
cidades francesas e italianas e em 2000 a União Européia
instituiu a Jornada Internacional "Na Cidade, Sem meu Carro",
reunindo 760 cidades. Em 2001 foram 1683, das quais 1050 realizaram
integralmente a Jornada e assinaram declaração de compromisso
(843 da União Européia envolvendo 14 países e 207
cidades de 18 países não membros), além de 633
cidades que se associaram à Jornada, mas não assinaram
o compromisso, entre as quais estão 11 cidades brasileiras.
Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carros,
a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia
da Mobilidade, que além de estender para toda uma semana os eventos
de sensibilização, premia as melhores iniciativas das
cidades.
Brasileiro
O Brasil aderiu à Jornada ainda de forma tímida comparada
à radicalidade européia, porém, indo além
da expectativa dos organizadores, com o envolvimento de 11 cidades,
dentre elas 7 capitais, que interditaram ruas, praças, áreas
centrais e quarteirões e onde foram realizadas atividades como:
passeios ciclísticos, caminhadas, eventos culturais, painéis
sobre transporte e trânsito, exposições de carros
antigos, shows musicais, exposição de artistas plásticos,
teatro, pesquisas de avaliação, de níveis de poluição,
de velocidade do transporte coletivo (onde foi interditada a área
central).
As cidades pioneiras foram: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas no
Rio Grande do Sul; Piracicaba em São Paulo, Vitória no
Espírito Santo, Belém no Pará, Cuiabá no
Mato Grosso, Goiânia em Goiás, Belo Horizonte em Minas
Gerais, Joinville em Santa Catarina e São Luís no Maranhão.
Desde então
a Jornada Brasileira pôde contabilizar importantes avanços:
• O engajamento institucional do governo federal através
dos Ministérios do Meio Ambiente, das Cidades, da Cultura e dos
Esportes
• O número cada ano maior de cidades engajadas;
• A participação de cada vez mais entidades, tanto
da sociedade civil quanto das próprias administrações
municipais e também das universidades e escolas técnicas,
na organização local da Jornada;
• A adoção, pelas cidades participantes, de medidas
permanentes para a mobilidade sustentável, como a melhoria de
infra-estrutura para os pedestres e ciclistas e melhoria do transporte
coletivo;
• Ampliação da repercussão nas mídias
locais e nacional.